17 de maio de 2019

17 de maio de 2019
por Adriele Gehring

Recebi a tarefa especial de fazer o registro geral do dia em que  fizemos nossa primeira visita aos “rios” de São Paulo, ou ao que restou deles.
Um bando/grupo caminhando com o mesmo objetivo e intensão sempre gera uma energia muito forte. Saímos da Olido e caminhamos pelo Vale do Anhangabaú até o viaduto Santa Efigênia, sentindo o Ribeirão Anhangabaú canalizado por baixo do concreto.

Esse bando, com esse objetivo sensível e político foi orientado a realizar a caminhada da respiração elevando os pensamentos poéticos aos rios, as águas e seguir “evoluindo” com o tempo até o concreto e a frieza das pessoas que caminham naquele mesmo lugar. Chegando até tudo que essa cidade virou.
CINZA. FRIA.
CHEIA.VAZIA.

Essa primeira caminhada pra mim foi possível por sentir a força dessa bando/grupo junto, saber que minha intensão não estava solta ou sozinha. Senti o fluxo do rio, como se meu corpo fosse água e as pessoas seguiam passando e afetando meu caminho, cada uma com sua energia. Me coloquei e me firmei. Enquanto corpo, enquanto mulher e artista. Aguentei as palavras e olhares, devolvia com meu fluxo o que me cabia.

Meu fluxo passava de água para pedra. Uma batalha e uma realidade.

IDAS e VINDAS de TENSÕES.
Da água ao concreto,
do fluxo líquido até a frieza e a morbidez do cinza do concreto.
Pedra, atravessada pela urgência das pessoas, que envolvidas no próprio universo que circunda os umbigos se esquecem de lembrar, ou não se permite conhecer… Histórias anteriores as das pessoas e dos prédios .
Histórias da Terra.
Fluxos contínuos de vida.
Entre Rios.
São Paulo.
Terra.
Brasil.
A tão conhecida fonte de vida, colonizada, canalizada, entubada, intoxicada, desrespeitada…
Morta.
Viva.
Pedindo por atenção e cuidado.
Sufocando. Escondida. Abafada. Esquecida. Suja.
ÁGUA (… )

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